Jardim põe em causa unidade do Estado
| É a certeza do PND e de José Manuel Coelho. Uma convicção ontem transmitida ao representante da República para a Madeira, em audiência no Palácio de São Lourenço. Jardim está a mentir ao povo madeirense, o que constitui “um perigo para a unidade do Estado”. |
| Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira
José Manuel Coelho acusa o presidente do Governo de fazer “um discurso falacioso acerca do colonialismo”. O deputado do PND alarga a acusação a quadros dos social-democratas. Todos são acusados de tentarem colar todas as instituições do Estado na Região à ideia do colonialismo. A um “Estado que oprime o povo madeirense. Um Estado que vem aqui policiar o povo madeirense e que é hostil ao povo madeirense”. O deputado dá vários exemplos para fundamentar as acusações. O caso da Justiça. Quando a Judiciária investiga actos de corrupção, Alberto João Jardim “diz logo que é um instrumento colonialista”. O que, na opinião de Coelho, é uma forma de retirar autoridade à investigação. Outro dos exemplos deixados pelo deputado foi o da decisão do Tribunal Constitucional. Desde que desfavorável à região ou ao Governo de Jardim, “logo dizem que é um órgão colonial”. Um último exemplo foi o das decisões da CNE, quando põem em causa a democraticidade das eleições na Madeira. Jardim é ainda acusado de ir “mais longe” e dar-se “ao luxo de fechar a Assembleia. Aquilo é dele. É um quinta dele”. José Manuel Coelho diz que Monteiro Diniz foi sensível às preocupações manifestadas, mas que pouco pode fazer por, sucessivamente, o seu cargo ter sido esvaziado de competências. Apenas pode transmitir as preocupações a Cavaco Silva. Élvio Passos |



