NÃO HÁ MAIS DEGRAUS PARA DESCER – MANUEL MONTEIRO

Por PND em 8 de Fevereiro de 2010

Texto de Manuel Monteiro no blogue A REVOLTA

Estamos para lá do fundo e entrámos no vazio absoluto. Já não há palavras e as críticas estão todas esgotadas. A situação política já não é grave, entrou simplesmente em colapso e se tivéssemos Forças Armadas e líderes militares com força e autoridade, a 3ª República terminaria aqui os seus dias. Os nossos problemas não decorrem apenas do “SOL” ter vindo confirmar suspeitas antigas, tão pouco do facto de termos um primeiro – ministro que falta à verdade e é “chefe” de operações, que atentam contra o Estado de Direito; os nossos problemas adensam – se quando nenhum líder partidário se pronuncia com firmeza sobre os inconcebíveis factos agora relatados. Parece existir um manto de corrupção que salpica muito mais pessoas, muito mais políticos e provavelmente de vários partidos. Que fazer? Que fazer quando o Supremo Tribunal de Justiça ignora a realidade, quando a Procuradoria-Geral da República encolhe os ombros e quando a Assembleia da República se demite e não convoca com carácter de urgência José Sócrates, para que este se explique? Que fazer? Apelar ao levantamento nacional ou esperar que o Presidente da República demita o governo? É mais do que óbvio que Sócrates não tem condições para continuar como primeiro – ministro. Perdeu autoridade, perdeu a pouca confiança que lhe restava e perdeu acima de tudo o respeito que era devido ao cargo que exerce. O Presidente da República não pode hesitar permitindo a manutenção em funções de um primeiro – ministro, que todos os dias nos desmobiliza e todos os dias nos corrói a esperança.

É preciso salvar Portugal; é pois preciso demitir o governo.

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Nova Democracia

Respostas

2 respostas ao artigo “NÃO HÁ MAIS DEGRAUS PARA DESCER – MANUEL MONTEIRO”

  1. Nelson Magalhães Fernandes on 8 Fevereiro 2010 19:22

    Caro Dr. Manuel Monteiro.
    Os Grandes Capitães mostram quanto valem, no meio do mar e em plena tempestade.
    Chegou a Sua Hora.Reuna os seus marinheiros de confiança e diga-lhes de que lado é que quêr que eles icem as velas.
    Para começar, conte com os incondicionais.
    Nelson Fernandes.

  2. João Marques on 12 Fevereiro 2010 11:46

    Concordo inteiramente com o seu artigo. Apesar da desmotivação, eu também não desisto de ver um Portugal viável e decente. Acontece que o PR dificilmente demite o PM, devido á crise económica e ao espectro dos efeitos dos comentários das agências de rating.
    Quanto ao PND temos três caminhos:
    1 – Continuamos o nosso caminho a solo? Já vimos que o sistema abafa os novos partidos (vidé MMS e MEP).
    2 – Aderimos em bloco a uma grande partido para o mudar por dentro? O PSD e o CDS têm salvação?
    OU:
    3 – Á semelhança do BE, criamos uma Federação de pequenos partidos com o MEP, MMS e movimentos cívicos. Assim conseguiríamos eleger pelo menos um deputado (acredito que mais) e teríamos outra visibilidade.

    Um abraço,





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