CHEGA! por José António Namorado Malacriz
O país e os cidadãos estão nos limites.
Há fome, desemprego, violência, greves, etc., etc.,.
Mas na ND nada acontece ,ou se acontece, acontece mal…
Um partido tem um objectivo de poder..
Esse objectivo deve ser alcançado através de princípios doutrinários concretos.
Fundado nessa base doutrinária um partido deve apresentar um plano de governo e deve permanentemente e tomando por modelo o seu plano de governo , fazer notar as acções dos outros partidos, sejam eles governo, ou oposição e chamar a atenção para as suas consequências e apresentar alternativas.
Ter sempre uma alternativa própria e anunciá-la…
Um partido deve ter opções!
Se o outro diz que sim, temos que verificar bem se pode ser sim e eventualmente dizer talvez, porque há sempre qualquer coisa importante para discordar.
Não refiro o discordar ,por discordar… mas um liberal democrata muito dificilmente estará de acordo com um marxista leninista, mesmo das vertentes reformistas e ditas democráticas.
E temos que defender opções, mesmo que essas sejam diferentes.
Por exemplo : fecham fábricas, ou por falta de dinheiro, ou para parecer que falta o dinheiro ou por deslocalização.
Tudo bem.
O governo devia de imedaiato accionar o artº. da constituição que prevê o aluguer compulsivo de bens abandonados, criar comissões de gestão profissionais e responsáveis, lançar um plano de apoio em sede de iva e irc e irs , assumir a função do capital de risco e manter a empresa a funcionar.
Provavelmente a empresa poderá no curto prazo recuperar e quiçá ganhar mercados e talvez até ser competitiva com os países para onde ia ser relocalizada.
Que se ganha?
Empregos , arrecadação de ivas, de irs e irc, além da tsu, em vez de se perder a arrecadação de imposto e haver despesa no subsídio de desemprego ou em renformas antecipadas.
Custará a um liberal democrata defender esta via?
A mim não.
Os homens da camionagem fizeram uma acção de luta.
Concordo com eles!
O partido assim não entendeu.
Concordo porque têm razão em quase tudo e também porque sei que na maioria dos casos as Associações, ditas de classe, são de algum modo correias de transmissão dos grandes do sector a que pertencem e dizem defender ; e de um modo geral os interesses dos grandes, não são coincidentes com o interesses dos pequenos. Na camionagem essa conflitualidade de interesses é bem presente.
Os homens em luta eram fundamentalmente pequenos empresários.
Os tais empresários, micro, pequenos e médios que são o verdadeiro motor da economia deste país.
Porque os outros , os grandes, há muito que estão noutros locais: Espanha, Holanda, Polónia, etc., etc… e estão com os dinheiros que ganharam em Portugal e vão investir no estrangeiro.
No caso dos camionistas por exemplo ,é fácil falar , eu diria apoiar o governo e aceitar as suas propostas, e tiver bases logísticas em Portugal e em Espanha e deste modo conseguir preços dos combustíveis particularmente baixos, com manobras de tráfego, absolutament legais e nuito fáceis de levar a efeito, para quem tem um pé de cada lado da fronteira.
Agora os outros?!os pequenos , a coisa fia mais fino…
O direito à indignação e de recusa de ordens ou a indicações que prejudiquem os direitos, liberdades e garantias do cidadão e da sociedade, está plasmado na Lei Fundamental deste país e eles não fizeram mais que exercer esse direito . E BEM!
Peço desculpa se ofendo os pequeno burgueses urbanos deste país que ficam apavorados quando alguma coisa mexe com a sua paz podre.
Muitos outros momentos políticos se verificaram neste últimos dias e sobre eles nada ouvi da ND.
Chego a pensar que já não há ND.
Chego a questionar-me sobre a continuação ou não como militante.
Mas sei que somos muitos, de Norte a Sul, a quem se colocam as mesmas dúvidas.
A opinião do Senhor Serrão sobre o Não irlandês é muito válida, mas a mim não me chega.
Eu quero saber o que diz o meu partido, o que diz o Presidente do meu partido.
Não estou interessado em guerras de futibóis.
Não estou interessado nos problemas da Câmara de Braga, Guimarães ou de qualquer outra, não estou interessado em posições de uma estrutura que se denomina Gabinete de Imprensa.
Chega!
Quero ver posições de militantes eleitos, responsáveis, conhecedores e com tarquejo nas diversas áreas da governação que assumam um circulo eleitoral e que nessa perspectiva integram, no âmbito da direcção nacional , um governo sombra que tome posições em tempo útil, sobre os mais variados assuntos.
Quero o partido a fazer política. POLÍTICA NACIONAL!
Se não for capaz disso então não vale a pena existir e então, talvez seja de aproveitar as férias estivais, para discretamente e como fazem alguns auto-intitulados empresários , fechar de vez.
Classifique este artigo:
Arquivado em:
OpiniãoRespostas
2 respostas ao artigo “CHEGA! por José António Namorado Malacriz”




Percorri o espaço cibernautico na tentativa de localizar o site do PND, pois sempre considerei o Dr. Monteiro uma pessoa séria,cuja integridade e ideais poderiam trazer a politica nacional uma mais valia.
Mas após procurar saber a opnião do lider do partido continuo a verificar que quer o partido quer o seu presidente se encontram ausentes. Até quando? Porquê? Gosto da liberdade no seu todo, e não sendo um defensor dos partidos, pois acabam por representar partes da sociedade e não o seu todo.
Concordo totalmente com o que aqui está escrito. O PND no estado em que se encontra é um total “desperdicio”. Um partido é uma ferramenta política. Resta saber na mão de quem. Os partidos do “bloco central de interesses” já sabemos bem de quem são a ferramente, já sabemos bem a quem servem. E o PND?? Serve a quem? No actual estado de imobilismo cadavérico em que se encontra, não serve a mais ninguém, senão a esse tal referido “bloco central de interesses”. Faz o jogo do “sistema”, demonstrando que fora do “bloco central de interesses” não existe sobrevivencia possivel. Como está escrito no comentário supra: Portugal está a saque, como sempre esteve. Com a agravante de que cada vez existe menos para saquear… Os portugueses, os contribuintes, estão exaustos, cada vez mais pobres e fartos de ver o seu “sacrifico” ser posto ao serviço de umas poucas dezenas de milhar de famílias “vampiricas”, as elites da política e da tecnocracia estéril, que se governam à custa de 10 milhoes. É urgente fazer alguma coisa. O PND não faz NADA!